Departamento de Sociología I

Universidad de Alicante

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CONFERENCIAS PROF. CELSO LOCATEL

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El profesor Celso Locatel, investigador de la Universidad Federal do Rio Grande do Norte (Brasil) , está realizando una estancia de investigación en el Dpto. Sociología I entre los días 3 y 12 de diciembre de 2012.
Su estancia se enmarca dentro de un proyecto de investigación que está desarrollando la UA junto con su universidad (UFRN) sobre los impactos de la expansión del turismo residencial internacional en las costas del Nordeste brasileño.
El prof. Celso impartirá las siguientes conferencias a las que quedan invitados todos los alumnos y profesores que estén interesados en estos asuntos.
Contacto. prof Antonio Aledo.


 

Dia 4 dic 8.30 a 10.30h.  en el Aulario III, aula 009
IMPACTOS SOCIAMBIENTAIS DO TURISMO EM ÁREAS LITORÂNEAS: O CASO DE TIBAU DO SUL – RIO GRANDE DO NORTE – BRASIL

A partir dos anos de 1990 a atividade turística se intensificou no município de Tibau do Sul, em espacial na localidade de Pipa. O desenvolvimento do turismo ocorreu a partir dos incentivos do governo federal como a criação do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste do Brasil (PRODETUR-NE), no ano de 1994. Incentivou-se o turismo de “sol e praia”, com a criação de infraestruturas de transporte e financiamentos de empreendimentos hoteleiros e imobiliários. Com isso, o distrito de Pipa se converteu em um polo receptor de investimentos imobiliários internacionais. A atividade turística se desenvolve, promovendo um crescimento econômico expressivo, porém acompanhado de um intenso processo de segregação socioespacial, e como consequência a população local foi excluída, não se inserindo no mercado de trabalho local, perdendo suas casas para dar lugar aos empreendimentos turísticos, e tampouco passaram a ter acesso aos serviços básicos.

Dia 5 dic. 
10 a 12h en el Aulario III, aula 009
EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO E A SUJEIÇÃO DOS AGRICULTORES CAMPONESES NO BRASIL

No Brasil há dois modelos de agricultura. Um ligado ao agronegócio, mais capitalizado e modernizado, que representa a territorialização do capital no campo. Outro modelo praticado por agricultores camponeses, que estão marginalizados ou estão submetidos à lógica de mercado, através da integração com as agroindústrias, ou submetidos aos intermediários que compram suas produções a preços muito baixos. O desenvolvimento do agronegócio se deu a partir da atuação do Estado com a implantação de um conjunto de políticas de favorecimento ao grande capital que passa a investir diretamente na produção agropecuária no Brasil. O Estado além de financiar a implantação de empresas produtoras de tratores e maquinas agrícolas, fertilizantes e agroquímicos, no país, ainda criou o Sistema Nacional de Crédito Rural,em 1965, que concede crédito subsidiado para os grandes e médios produtores rurais, criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973, além de Programas especiais para a promoção da agroindustrialização (Pro-Álcool, Polos de desenvolvimento do Cerrado, do Noroeste, etc.). Como consequência o setor do agronegócio passou a representar um terço da economia nacional, porém conservando mais de 5 milhões de pessoas vivendo em condições de miséria, além de relações de trabalho semiescravo.

Dia 11 dic 
8. a 100 en el Aulario III, aula 009
AGROCOMBUSTÍVEIS, POBREZA RURAL E DEGRADAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS NO BRASIL

Diante da discussão da sustentabilidade dos agrocombustíveis, faz-se necessário ressaltar os problemas gerados por esse setor no território brasileiro, como a precarização das relações de trabalho, substituição da produção de alimentos pela produção de matéria prima para a produção desses combustíveis, do uso indiscriminado dos recursos naturais, como água e solo, além do desflorestamento. O setor conta com dois grandes programas de incentivo do governo federal que são: o Programa Nacional do Álcool, criado em 1974, que utiliza a cana-de-açúcar como matéria prima, e o Programa nacional de Biocombustível, implantado em 2006, que está utilizando principalmente a soja como matéria prima. As transformações observadas na agricultura brasileira estão muito relacionadas a esses dois segmentos agrícolas, que tiveram o Estado como principal agente dinamizador, beneficiando principalmente os grandes e médios produtores, que se concentrou principalmente na região centro-sul, enquanto que a pobreza se agrava e se concentra nas regiões Nordeste e Norte do país.